segunda-feira, 19 de outubro de 2020

CORONAVÍRIS EM DUQUE - 19 DE OUTUBRO

 ONTEM o número de ativos contaminados pelo COVID -19 em Duque  Bacelar chegou a 34 pessoas, tendo ainda 20 suspeitos com o vírus.

 

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Hoje, foram 28 pessoas ativas contaminadas, com 28 suspeitas, tendo duas pessoas internadas.


      Segundo Bruno Luís, médico odontólogo na cidade, o resultado de ontem/hoje foi o menor desde 12 de setembro, quando os infectado voltaram crescer.

          Confira o Boletim:

          

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

DUAS AMIGAS – DUAS ALEGRIAS NOS DIAS TRISTES DE PANDEMIA

 

Uma das minhas grandes alegrias da vida são meus amigos e amigas. Os mesmos em diferentes áreas que atuamos na vida social  e ambiental afins, estão comigo, sempre solícitos.

Devo muito aos meus amigos. Muitos deles mais amigos – irmãos que alguns dos falsos irmãos/irmãs biológico que suporto (caluniadores e perseguidores políticos).

Neste final de tarde quente de agosto, triste pela morte de uma conterranea pelo COVID 19,  duas amigas tornaram a boca da noite minha muito feliz.

Francisca Macário, jovem acadêmica de geografia no campus da UEMA em Caxias – MA, que vindo em minha casa me ajudar na tabela de um projeto do MUHNAP, como fazer o instagram de nosso Museu, com seu espirito feminino e educado, fez esse meu coração se alegrar, devido sua  crença pela causa do nosso Museu e disposição em servir. 

                                      Francisca Macário e eu

Enquanto, discutia com Francisca Ações futura ao Museu, Rubens Mesquita vindo de Miguel Alves-PI, me trouxe um lindo livro que há dois anos desejo ler – MIGUEL ALVES, CIDADE DA GENTE – enviado carinhosamente pela amiga Ana Dutra,  professora de história e servidora pública nesta cidade piauense.

Recebi com muita alegria essa obra didática sobre Miguel Alves, rica em ilustrações e fotos coloridas, sobre a história e geografia da cidade.


                                     Rubes Mesquita entregando o livro

Os atos dessas duas amigas - Francisca e Ana - foram as duas grandes alegrias que vivi nestes dias tristes de morte, quentes e cheios de difamações de falsos irmãos/irmãs, dando nos forças para continuarmos.




quinta-feira, 27 de agosto de 2020

LEMBRAÇAS DE DONA ISABEL - 9º Vítima do COVID 19

A primeira lembrança que guardo de Dona Isabel Leitão – a doce dona Isabel – data da enchente de 1985, quando aos seis anos, o rio Parnaíba encheu tanto, chegando à calçada alta de sua casa, situada na Rua Zuza Machado, em frente ao campo Vieirão.  Minha mãe, Maria Moraes, juntamente com dona Hosana Leitão – irmã de Isabel - levaram suas crianças para verem a enchente grande. Chegamos por uma vereda por detrás da casa. Enquanto, elas adultas conversavam sobre o rio e a vida, nós crianças pulávamos da calçada dentro das águas da enchente



                                                                Isabel Leitão  (*1936 +2020)

Recentemente, em pesquisas sobre a história da Escola Antônio Aldir (filho de Isabel, morto aos 16 anos, em 1984, afogado no Parnaíba) soube de toda dor e trauma até então sentida por ela. Dona Isabel viveu com depressão por 38 anos devido à perda de seu filho querida.

Isabel Leitão nasceu em 1936, no povoado Boca da Mata, em Miguel Alves – PI. Seus pais migrantes cearenses fugitivos das secas encontraram refúgio no vale do Parnaíba.  Anos após, com os oito filhos nascidos, vieram morar no Garapa, depois adquiriram terras em Coelho Neto, no povoado Taboca, se fixando  definitivo nessa terra. Na Taboca, Isabel conheçeu o belo jovem Antônio José, donde do casamento nasceram os filhos Caxico (comerciante), Toinha (professora), Oswaldo (comerciante), Célia (professora) e Aldir. Com muito amor seus filhos foram gerados e criados. Na idade escolar dos mesmos, compraram uma casa defronte ao campo, vindos o casal com os filhos morar na cidade Duque Bacelar.

Quando Isabel e os quadros filhos vivos perderam seu Antônio José em 2014, ela ficou algum tempo morando sozinha ajudada por netos ou empregada. Agravando a depressão, a perda da visão, Isabel passou morar com a filha mais velha.

Nas últimas notícias que ouvimos falar de dona Isabel, soubemos que estava com a filha em uma chácara no Mocambo Velho. Ao chegar o novo coronavírus em nossa cidade, Toinha sentiu que sua mãe de 84 anos estava protegida no meio da mata. Porém, o vírus chegou à capital, interiorizou até as sedes dos municípios maranhenses, atingindo também povoados e vilas distantes.

 Nisto, tendo o marido de professora Toinha necessidades de sair da chácara para resolver coisas na cidade, como suas habituais passadinhas em bares, provavelmente foram o primeiro infectado mesmo sem sentir sintomas. Quando perceberam, entre os dias 5/6 de Agosto, todos da casa começaram sentir fraqueza, leves dor no corpo. Fizeram um, dois, três testes em dona Isabel, mas eles não acusavam que ela estava infectada, mesmo se sentindo fraca e com dores no corpo.  Quando, porém, a falta de ar lhe afligiu severamente, tiveram que interna-la no Hospital Presidente Medice. Nos quatros dias hospitalizada seu quadro de saúde foi agravado, sendo levado dia 20 de Agosto para Caxias.

Na tarde do dia 22/8 sem conseguir respirar naturalmente, com o pulmão mais de 50% infectado pelo vírus, ela então foi entubada. Ontem, ao voltar do rio Parnaíba encontro sua filha Célia e ao perguntar pelo estado de sua mãe, recebo a resposta que ela havia partido.  Ainda de luto pela perda de Sálvio Dino, mais triste e mais enlutado fiquei. Em menos de 48 horas, abraçado por duas mortes pelo COVID 19.

Três horas depois da notícia a ambulância da funerária que dona Isabel pagava há anos chegou com ela em nossa cidade. Primeiro parou na casa de sua filha Toinha, a mesma gritava com choro e dor por sua mãe – pedindo desculpa por não ter podido cuidar dela – assim como os irmãos e filhos, netos, sobrinhos e os amigos da comunidade.  Por cerca de 20 minutos a ambulância ficou parada, suas luzes vermelhas coloriam a rua, mas ninguém podia abrir a tampa detras do veículo; não podíamos olhar o rosto de dona Isabel e chorar sobre ele. Ouvi muito comovido, a professora Clélia Lopes chorando perguntar porque isso estava acontecendo com a humanidade.

Saindo o carro branco da funerária da Rua Zeca Barão, dirigiu - se para a casa que dona Isabel morou anos. Fomos seguindo em carros e motos particulares, formando um cortejo fúnebre confuso. Nas ruas e frentes das casas as pessoas da comunidade olhavam tristes.

Na casa de Isabel o carro com ela demorou mais tempo, então os seus vizinhos de anos se juntaram a todos nós que já chorávamos. Diante da situação incomum de não podemos ver nada de corpo, nem o caixão do falecido, protestei ao Mercim - responsável pela Vigilância Epidemiológica -  afirmando que o Estado brasileiro não tinha o direito de proibir as pessoas de ver seus entes queridos, até mesmo o caixão. Edvanilson, um dos netos mais velhos de dona Isabel, pediu que o motorista abrisse a tampa detrás. Assim, vimos o caixão, logo chorando e se comovendo mais ainda.

No cemitério Julião, quando o caixão desceu a cova, perguntei ao Caxico, filho da falecida se o túmulo vizinho era de Antônio Aldir, recebendo resposta positiva.  Enquanto o barro seco cobria dona Isabel dentro do caixão, olhei para o alto, além das estrelas, imaginei então o reencontro dela com seu filho Antônio Aldir, o grande abraço que ela recebeu dele e dos demais ancestrais dela que já haviam partido.

Voltei para casa muito triste,  tendo forte a cena do reencontro dela na eternidade com os seus que amou aqui. Essa será a partir de então a última lembrança que dela  guardaria em minhas memórias.  

                                                                      Isabel  e Carnaúba, foto de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

BREVE RECORDAÇÕES DO ESCRITOR SÁLVIO DINO


Sálvio Dino (*1932 +2020)


           O escritor Agostinho  Noleto em  conversas travadas na Biblioteca da Academia  Imperatriense de Letras /AIL  me recomendava sempre ir  aonde   Sálvio Dino para  trocamos informações referente a Serra da Desordem - magnífico monumento natural de 18 km de extensão, sendo também um sítio histórico no sul do Maranhão -  onde dentre vários ocorridos houve em seu topo uma batalha sangrenta em 1813 , envolvendo os Krikati e outros timbira com o exército imperial, episórdio esse descrito  no clássico O Sertão.  Sendo Sálvio Dino  estudioso de Parsondas de Carvalho, defensor até de quem realmente foi o autor  da obra citada  fora  o irmão, não  a irmã Carlota, lhe levando  assim a ser   estudioso natural também da Serra da Desordem e seus enigmas. Logo, possuindo alguns documentos do ocorrido bélico, no qual  busco, razão esta de Agostinho Noleto pedir para consultá-lo.

Então, somente dois anos depois de  Noleto ter me pedido para ir falar com Sálvio, estando em Imperatriz no começo de 2019, me desloquei na manhã de 4 de Janeiro  até João Lisboa para  travar contato e a buscar  parceria intelectual com Sálvio, falando-lhe da minha dissertação entre os Krikati e do Projeto Serra da Desordem.  

Muito bem recebido pelo escritor, historiador, político e intelectual Sálvio Dino, contei tudo que sabia sobre a Serra; as explorações feitas e das descobertas inéditas em campo entre os índios, causando   boa impressão em Dino, segundo suas próprias palavras, devido ter a  coragem e desprendimento em pesquisar o tema na própria Serra. Gentil e afável, conversamos um bom tempo temas afins e o mesmo lamentou que tivesse um compromisso agendado em Imperatriz, mas me disse que não poderia mais estando na região  deixar de conversamos, pois o próprio tinha grandes interesses em meu trabalho sobre a Serra, como  muito gostava de diálogos com pessoas que faziam essas pesquisas de campo.  Voltemos juntos em sua caminhonete para Imperatriz, ficando eu no campus da UFMA na cidade.

Como Sálvio Dino tinha dificuldades de leitura em letras miúdas do celular – a idade havia lhe tirado muito da visão - pediu que lhe enviasse recados para seu gentil motorista Nonato.  No qual fiz  algumas vezes.  Um mês depois, fevereiro de 2019, Dino convidado para proferir uma magnífica palestra na Assembleia Legislativa do Maranhão sobre os "184 anos do Poder  Legislativo e a importância histórica das obras raras encontradas no Parlamento", fui prestigia-lo. Depois na confraternização que ocorreu, nós falemos um pouco.

Voltei a Imperatriz em Novembro de 2019 e não pode visitar Sálvio. No corrente ano, devido à pandemia, quando nos preparavamos para voltar ao povo Krikati, fomos impedidos de ir ao território indígena (o COVID 19 então se alastrando,  sendo eu branco,   poderia  ser vetor de contaminação na comunidade indígena), o  tal vírus começava mudar  meus planos, como a normalidade de todos nós.

 Começo de Julho desde ano Nonato, o motorista de Sálvio me enviou uma mensagem de uatizap que  Dino perguntava por mim, querendo voltar às conversas, pois muito tinha gostado de nossas falas. Respondi que a recíproca era a mesma, mas devido à pandemia, estava impedido de ir à região. Pouco depois soube que Sálvio Dino sofre um AVC (me solidarizei através de Nonato), recebendo informação de melhoras do escritor, alegrando-me por isso.


Na manhã desta segunda,  24 de Agosto, a triste notícia da partida de Sálvio Dino,  em consequência da COVID 19, me deixou com  um  sentimento de  perda. Dos escritores da região tocantina que havíamos planejado  trabalhar  pesquisas em conjunto, Adalberto Franklin e ele,   partiram sem concretizarmos os intentos intelectuais - o que é lamentavel - sei que teríamos  usufruido momentos e falas magníficas, tornando minha vida rica de relações pessoais significativas. Ambos eram bons escritores e pesquisadores de primeira grandeza da historiografia sul maranhense - encantadora e riquíssima, no qual  estou conhecendo e enveredando em algumas de suas temáticas.

Assim triste, concluo desejando:

Descanse em paz confrade Sálvio Dino. Com louvor cumpriste sua missão  terrena.

sábado, 8 de agosto de 2020

EM NOME DO PAI - AÇÃO SAÚDE DA DROGARIA ROSA DE SARON

 

A Drogaria Rosa de Saron, em Duque Bacelar, está promovendo neste domingo (9/8) dia dos pais uma Ação Saúde para homenagear os pais da cidade e região.

A programação rica e diversificada incluirá um café da manhã para os presentes, sorteios de prêmios, mais dicas de saúde orientada por médicos e enfermeiros, com avaliação com nutricionista, aferição de pressão, teste de diabete.

A Ação Saúde terá início a partir das 7h horas da manhã se estendendo até o meio dia de domingo.

 

EM NOME DO PAI

O empresario Adaildo Lisboa (40), proprietário da Drogaria Rosa de Saron, é jovem empreendedor que de menino pobre sonhou mudar sua realidade. Disciplinado, responsável e pacífico, sendo empregado em lojas e drogarias locais, após ser experiente no ramo de drogarias, há 13 anos montou a sua própria drogaria que mesmo com grandes concorrentes surgidas depois, se mantem firme, funcionando em um ambiente organizado e aconchegante.

Nestes anos, sempre comemorou os dias das mães, em homenagem as donas do lar. Ano passado, em outubro, o empresário Adaildo perdeu aos 79 anos seu pai, o que lhe traz ainda um vazio por sua partida a eternidade.

É neste misto de tristeza pelo amor paterno ausente em seu coração, ele decidi homenagear não somente a vida de seu pai que muito o marcou, como a todos os pais da cidade e região, pois um verdadeiro pai para Adaildo é um provedor, companheiro e amigo.

João Batista (pai) e o empresario Adaildo Lisboa.

    

 

 

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

23 PESSOAS CONTAMINADAS EM DUQUE PELO COVID 19

        Nestes três últimos dias o número de pessoas se recuperando em Duque Bacelar do COVID 19 tem sido  significativo. No Boletim Epidemiológico do dia 4/7 tínhamos 32 pessoas ativas - contaminadas, com 19 suspeitas.
    No Boletim Epidemiológico de ontem  dia 5/7 tínhamos 30 pessoas ativas - contaminadas, com 15 suspeitas.

    No Boletim de hoje (6/7) temos 23 pessoas ativas - contaminadas, com 19 suspeitas, com aumento de 4 pessoas suspeitas. Em três dias 9 pessoas se recuperam da contaminação.
Assim, com o resultado de hoje - Duque Bacelar - passa ser o município menos infectado das cidades da APA dos Morros Garapenses.